Menina de 12 anos morre no Egito após sofrer Mutilação Genital Feminina

Menina de 6 anos grita de dor enquanto é cortada na Somália, em 17 de junho de 1996. Foto: AP Photo

Uma menina de 12 anos morreu esta semana no sul do Egito depois de sofrer mutilação genital por um médico a pedido de seus pais, segundo um comunicado do tribunal.

É uma prática comum na região, embora seja punível por lei.

Após a morte da menina na província de Assiut, o promotor público ordenou a prisão de seus pais e do médico que realizou a operação, também chamada de “circuncisão feminina”, de acordo com o comunicado da promotoria.

Desde meados da década de 1990, o Egito tenta acabar com essa prática secular, que visa limitar a sexualidade feminina.

O Parlamento aprovou a proibição em 2008, apesar da forte oposição de setores conservadores, mas uma pesquisa do governo de 2015 descobriu que 87% das mulheres egípcias entre 15 e 49 anos foram “circuncidadas”.

“Muitas meninas egípcias serão submetidas à força à operação e muitas delas morrerão enquanto o Estado não implementar uma estratégia clara e realmente penalizar a prática”, disse Amel Fahmy, diretor do Centro de Pesquisa de Gênero Tadwein.

Com informações de El Nuevo Dia

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