Egito: Pai será julgado por submeter três filhas à Mutilação Genital Feminina

Nesta foto tirada em 30 de janeiro de 2018 vemos uma placa com um slogan alertando para a ilegalidade da prática da MGF no vilarejo de Katobok, no noroeste de Uganda. (Foto de Yasuyoshi China/AFP/ via Getty Imagens)

As jovens foram informadas de que deveriam receber vacinas contra o Covid-19, mas foram mutiladas pelo médico após serem sedadas.

De acordo com o jornal britânico The Guardian o ministério público do Egito ordenou o julgamento de um pai, acusado de forçar suas três filhas a sofrer Mutilação Genital Feminina (MGF), depois que ele disse que elas seriam vacinadas contra o Covid-19.

O médico envolvido também irá a julgamento.

A Mutilação Genital Feminina foi banida no Egito em 2008 e criminalizada em 2016. Porém, a MGF segue sendo praticada em larga escala na terra dos faraós.

O homem foi denunciado às autoridades por sua ex-esposa, que disse que as meninas tinham menos de 18 anos. O médico, cujo nome não foi divulgado, é acusado de realizar o procedimento, que envolve a remoção das camadas externas da genitália feminina e, às vezes, do clitóris.

Um comunicado do ministério público disse que as meninas foram enganadas pelo pai, que por sua vez, afirmou de que as levaria para ver um médico para serem vacinadas contra a Covid-19.

Porém, em vez disso, as jovens foram adormecidas com um sedativo e acordaram mais tarde para descobrir que haviam sido submetidos à MGF à força.

Apesar de a MGF ser considerada crjme no Egito, poucos casos chegaram a julgamento e apenas um médico cumpriu pena de prisão por executar o procedimento.

De acordo com a Unicef, 87% das mulheres de 15 a 49 anos foram submetidas à MGF no Egito e cerca de 14% das meninas com menos de 14 anos foram mutiladas.

Conforme o código legal atual do Egito, quem pratica Mutilação Genital Feminina deve enfrentar entre 3 e 15 anos de prisão, enquanto quem acompanha as vítimas (meninas ou mulheres) devem ser submetidos a prisão de até 3 anos.

Os ativistas alertam há muito tempo que é improvável que a nova legislação seja eficaz devido a escacez de denúncias. Eles também expressaram preocupação de que a proibição da MGF possa resultar em mais mulheres e meninas sendo levadas para instalações médicas para se submeter ao procedimento.

“É realmente chocante que autoridades como juízes e policiais continuem a tratar casos de MGF com extrema indulgência aqui. A triste realidade é que a maioria deles não leva os casos a sério porque acredita que é para o benefício da menina que ela sofra para proteger sua castidade”, disse Reda el-Danbouki, diretora executiva do Centro para Mulheres de Orientação e Jurídico.

Com informações de The Guardian

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