Homem iraniano decapita esposa depois dela ter fugido de casamento forçado

O corpo da jovem de 19 de anos que foi decapitada pelo marido. Foto: Daily Mail

Uma mulher de 19 anos foi decapitada pelo marido depois de fugir apenas dois dias do casamento forçado. O caso aconteceu um mês após a morte de Romina Ashfari.

De acordo com informações do tabloide britânico Daily Mail uma jovem mulher, de 19 anos, foi caçada e brutalmente morta em 14 de junho, domingo, por volta das 22h30.

O autor do crime, um homem de 23 anos, que era marido e também primo da vítima se entregou à delegacia de Valiasr em Abadan, sudoeste do Irã, enquanto segurava uma faca com sangue.

Ele disse aos policiais que havia decapitado sua esposa devido à sua “infidelidade” e deixado seu corpo decapitado pela área de Bahar 56, próxima ao rio Bahmanshir, informa a Iran International TV.

A polícia disse em um comunicado que a vítima: “fugiu de casa com outro homem dois dias após o casamento, um ano atrás”.

O jovem noivo procurou sua esposa por um ano, até que ele a encontrou em Mashhad e aproximou-se dela sob o pretexto de que a havia perdoado.

Durante o interrogatório, ele teria dito à polícia que ela nasceu em 2001 e era prima dele, e também informou à polícia que ele havia removido a cabeça de sua esposa no “momento certo”.

De acordo com a lei iraniana, um homem pode matar sua esposa sem punição se a flagrar com outro homem, mas a atitude da jovem de deixar o marido levou os jornais locais a chamá-la de ‘noiva fugitiva’.

Segundo os patologistas sociais, muitos homens que cometem crimes de honra sofrem de doenças físicas e mentais e consideram suas esposas e filhas parte de suas propriedades.

Abbas Jafari Dolatabadi, ex-chefe de justiça da província do Khuzistão, onde o assassinato ocorreu, considera a ocorrência de crimes de honra um problema sério na região.

Ele afirmou que as raízes dos crimes de honra no Khuzistão foram ‘institucionalizadas’ e disse: “O costume local permite que esses assassinatos ocorram, e os autores desses assassinatos não são, de maneira alguma, fugitivos”.

Quando a notícia se espalhou o Conselho dos Guardiões do Irã aprovou um projeto de lei para proteger mulheres menores de idade que são vítimas de violência.

O porta-voz do Conselho Tutelar, Abassali Kadkhodaei, no entanto, pondera: ‘Uma única lei não pode resolver problemas desse tipo, que tem raízes culturais, sociais e às vezes econômicas’.

O editor do Irã Internacional Sadeq Saba disse: “O mais recente assassinato da mulher de 19 anos no Khuzestan, demonstra que não existem proteções suficientes para as mulheres em todo o Irã”.

Apenas um mês antes da morte da jovem de 19 anos a adolescente Romina Ashrafi, de 14 anos, também foi morta decapitada pelo pai enquanto dormia por ter fugido com o namorado.

Com informações de Daily Mail

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