D. Pedro I: o imperador imortal (1798-1834)

D. Pedro, duque de Bragança, por John Simpson.
Detalhe de D. Pedro I, duque de Bragança, em tela atribuída a John Simpson, c. 1834. (Reprodução/Wikipedia Commons)

D. Pedro foi amado e odiado na mesma medida tanto em vida quanto em morte. Ele é uma das personagens mais célebres da história brasileira e protagonizou uma existência cheia de ironias, reviravoltas e desafios. Com apenas 24 anos proclamou a Independência e cerca de dez anos depois conquistou toda Portugal. Fez centenas de amigos, admiradores e inimigos, teve múltiplas amantes e duas esposas. Deixou um legado marcante e talvez nunca tenha morrido, pelo menos não na memória das pessoas.

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A misteriosa morte de Eduardo II

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Tumba do rei Eduardo II da Inglaterra na Catedral de Gloucester. (Fotografia de autor desconhecido de junho de 2014. Reprodução/Wikipedia Commons)

Todo mundo sabe como Eduardo II morreu. Ele foi assassinado no Castelo de Berkeley, Gloucestershire, em 21 de setembro de 1327, sendo segurado e tendo um ferro em brasa inserido dentro de seu ânus, e seus gritos podiam ser ouvidos a quilômetros de distância. Esta cruel tortura foi provavelmente concebida como punição por seus supostos atos sexuais com homens. Certo? Errado. O assassinato de Eduardo II por um ferro quente é uma daquelas coisas na história que a maioria das pessoas acha que sabe, mas muda a opinião quando conhece as evidências. De fato, é muito possível que Eduardo não tenha morrido em 1327.

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Uma menina somaliana de 10 anos morre após ser submetida a mutilação genital feminina

Uma curandeira somali mostra os instrumentos para a mutilação genital de uma garota. (Foto de Bernardo Perez/El Pais)

Uma menina de 10 anos morreu no centro de Somália morreu após sofrer Mutilação Genital Feminina. O procedimento foi feito por uma curandeira local sem o mínimo preparo médico.

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Messalina e sua fama injusta

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Valéria Messalina com seu filho Britannicus. (Reprodução/AncientRome.ru)

Valéria Messalina é uma das mais famosas imperatrizes romanas. Porque motivo? Na linguagem comum “Messalina” significa uma mulher sem vergonha; assim, Messalina emprestou seu nome a um insulto. A imperatriz é lembrada por sua vida privada. Os responsáveis por essa fama são os autores antigos, essencialmente homens, rancorosos em relação a uma mulher influente sobre o marido e a corte imperial. Durante anos, os historiadores reexaminaram fontes antigas e apresentaram um novo retrato de Messalina.

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A lenda de Bárbara dos Prazeres, a prostituta que aterrorizou o Rio de Janeiro

Circe, by John William Waterhouse
Detalhe de “Circe oferecendo a taça para Ulisses”, de John William Waterhouse, 1891. (Reprodução/Wikipedia Commons)

Em princípios do século XIX, o Rio de Janeiro viveu supostamente uma onda de terror causada pelo rapto de crianças recém-nascidas da Santa Casa de Misericórdia. Uma mulher que havia exercido a profissão de prostituta durante vinte anos na cidade era a acusada. Nos registros polícias afirma-se que ela apareceu como Bárbara Onça e Bárbara dos Prazeres, e sua lenda nos revela algo macabro e a difícil situação da mulher nos primórdios do Brasil recém-independente.

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Mais de 63 milhões de mulheres estão ‘desaparecidas’ na Índia, mostram estatísticas

Imagem ilustrativa. (Foto de Christopher Brown/Unsplash)

Mais de 63 milhões de mulheres estão “desaparecidas” estatisticamente em toda a Índia e mais de 21 milhões de meninas são indesejadas por suas famílias, dizem funcionários do governo.

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Júlia, o maior fracasso de Augusto (39 a.C.-14 d.C.)

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Detalhe do busto de Júlia, a Velha, filha do imperador Augusto. (Foto de Werner Forman/Grupo Universal de Imagens/Getty Images)

Júlia, a Velha, é considerada a primeira princesa do Império Romano, a única filha do imperador Augusto, teve um comportamento escandaloso que acabou por levá-la ao exílio. Júlia cresceu sob constante vigilância, onde cada palavra e ação sua era registrada, talvez tamanha falta de liberdade tenha feito que seus desejos de autonomia tenham se sobressaltado aos deveres de uma princesa e filha obediente ao pai.

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Os banhos de Luís XIV

Detalhe de Luís XIV da França, por Hyacinthe Rigaud, 1701. (Reprodução/Wikipedia Commons)
Detalhe de Luís XIV da França, por Hyacinthe Rigaud, 1701. (Reprodução/Wikipedia Commons)

A tendência geral durante o século XVII foi a falta de predileção pelo banho. Isso porque muitas pessoas achavam que a água, especialmente quente, ao penetrar os poros da pele ajudava a espalhar doenças, como o germe da sífilis, introduzindo-os no corpo. Isso não significa que os cortesãos de Versalhes não conseguissem encontrar uma alternativa para sua limpeza, como usar um pano embebido em vinho – um álcool poderoso que não apenas limpa, mas desinfecta – ou que não havia cortesãos particularmente limpos, como foi a marquesa de Rambouillet. Por outro lado, a distância da água não era tão absoluta: havia banhos públicos, embora alguns desses estabelecimentos tivessem uma má reputação, porque atendiam discretamente outras necessidades além da higiene. Se podia alugar uma banheira de cobre, e os pobres alugavam uma de madeira pela metade do preço. Além disso, as pessoas tomavam banhos completos em rios. Considerava-se que fazê-lo no dia de São João era especialmente saudável e você estaria protegido de doenças.

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Etelfleda, senhora da Mércia (868-918)

Detalhe da obra “Em tempo de perigo”, de Edmund Blair, 1897.
Detalhe de “Em tempo de perigo”, de Edmund Blair, 1897. (Reprodução/WIkipedia Commons)

De todas as mulheres que viveram na Alta Idade Média Etelfleda de Wessex foi uma das mais corajosas e importantes. Tomei conhecimento de sua existência através do seriado The Last Kingdom. Simpatizando com a personagem me dispus a buscar mais informações a respeito dela e os resultados me deixaram fascinada.

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Ricardo, Coração de Leão era homossexual?

Detalhe de Ricardo, Coração de Leão, de Merry-Joseph Blondel, 1841. (Reprodução/Wikipedia Commons)

Na peça O leão no inverno encontramos pela primeira vez a afirmação de que Ricardo, Coração de Leão, era homossexual. Naturalmente, nos perguntamos se isso está correto. Que evidência o dramaturgo e roteirista James Goldman tinha para retratar Ricardo dessa maneira? Por que nenhum dos livros de história que lemos mencionou isso?

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D. Pedro II: imperador durante meio século (1825-1891)

Detalhe da pintura “Dom Pedro II of Brazil” encomendada pela Rainha Vitória de 1850.
Detalhe da pintura “Dom Pedro II of Brazil” encomendada pela rainha Vitória em 1850. (Contribuição de Daniel Jorge Marques Filho)

D. Pedro II é um dos maiores vultos da história brasileira, governando o país por quase meio século. É tido como um monarca perfeito pelos nostálgicos do século XIX, e por outros como um homem que amava as ciências e as letras tanto quanto detestava as pompas do poder.

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Eduardo II e Isabel da França, a realidade é mais interessante que o mito

Eduardo II e mulher nobre-horz
Rei Eduardo II da Inglaterra, por artista desconhecido. (Reprodução/Wikipedia Commons). Retrato de uma nobre, provavelmente Isabel de Portugal (1397-1472). Pintor holandês (início do século XVI). Imagem meramente ilustrativa, uma vez que não existe, retratos contemporâneos de Isabel da França. (Reprodução/The Metropolitan Museum of Art).

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